A vida que eu não levo
Talvez eu gostasse de ter essa vida em que se dorme horas suficientes, em que se consegue marcar e ir a todas as consultas médicas que seriam necessárias e em que se lembrasse de regar as plantas.
Essa vida em que não se caísse no sono no meio do episódio, do filme ou do capítulo. Em que se tivesse ânimo de cozinhar algo gostoso à noite e/ou encontrar os amigos.
Essa vida em que se pudesse passar tempo fazendo exercícios físicos, indo ao parque, levando o cachorro para passear. Contemplando.
Em que se pudesse ler outros textos que não os da bibliografia obrigatória.
Em que se pudesse ficar na cama até enjoar.
Em que se pudesse esperar dar vontade de trepar.
Talvez eu gostasse de não comer em movimento às vezes, de trabalhar remotamente mais vezes, de ter um carro. De chegar ao trabalho com os cabelos ainda úmidos, cheirando a shampoo.
Talvez eu gostasse de poder lavar as roupas quando eu precisasse, e não só quando a máquina enchesse.
Talvez eu gostasse de poder desligar o celular sem ficar apreensiva.
De estar ao seu lado e só estar.
Talvez eu gostasse de abrir um negócio. Ou de ter um filho. Ou ambos, mas nunca ao mesmo tempo.
Eu certamente gostaria de nunca adoecer, de tomar sorvete todos os dias e de ter uma rede armada em casa em que eu pudesse deitar descalça.
Loading...
a gente acordou de manhã bem cedo, num daqueles dias que começam com neblina mas que a gente sabe que vai fazer um sol desgraçado.
tomamos café, café preto, café puro sem nem açúcar, com cara de sono mas com disposição. as coisas já estavam no carro desde a noite anterior, então só precisamos terminar de comer com calma e descer.
você dirigia e eu era responsável por pilotar as músicas. elas deveriam misturar o meu lado jundiaindie e o seu lado rock clássico.
a gente ia pralguma cidade de serra, então não precisamos ligar o ar condicionado (que eu odeio). fazia um daqueles dias de sol em que o ar e o vento estão na temperatura perfeita pra bater na cara, fazer barulho no ouvido e não fazer a gente passar calor nem frio.
em menos de 7 minutos de viagem, eu já tava descalça com os pés em cima do painel, sobre o porta-luvas. meu banco já tava todo para trás e virei o corpo na sua direção pra que a gente pudesse conversar melhor sobre coisas para as quais não tínhamos solução mas que eram legais de ser conversadas de qualquer jeito, como o quanto as abelhas são responsáveis direta ou indiretamente pela polinização das flores.
a gente não precisou parar o carro porque a conversa tava tão boa que te fez esquecer que você já tava de saco cheio de dirigir e me fez esquecer de lembrar de fazer xixi.
o dia nunca ficaria noite e o lugar nunca chegaria enquanto a gente tivesse ali.
Loading...
dente de leão
No antebraço do André. A pouco tempo comecei a experimentar cinza nos pontos, dessa vez usei pra fazer o pattern do fundo, a partir da flor da vida.
ficou foda. <3
Loading...
Pensa um presente legal. Print do Eduardo Recife. Muito, muito amor. (Taken with Instagram at Edifício Araponga)
Loading...
“@bcanato, sintetizando bem as coisas, como sempre.2011 é teaser de 2012.
Por algum motivo, esse ano - ao menos pra mim - tá parecendo aquela temporada de série que, sei lá.
”
Os produtores viram e falam, “o tema dessa temporada será CONSEQÜÊNCIAS. Veremos muitos personagens voltando, apenas pra acertos de contas. Alguns ficam, outros não, mas reviraremos o lixo de todo elenco (risos).”
Loading...
“Because each person had their own… specific qualities. You can never replace anyone. […] Each relationship, when it ends, really damages me. I never fully recover. That’s why I’m very careful with getting involved, because… It hurts too much! Even getting laid… I actually don’t do that… I will miss of the person the most mundane things. Like I’m obsessed with little things.”Em Before Sunset. Bem lembrado por @bcanato.
Loading...



No antebraço do André. A pouco tempo comecei a experimentar cinza nos pontos, dessa vez usei pra fazer o pattern do fundo, a partir da